Um Gole de Utopia - Um blá blá blá sem leite e biscoito
    Vinte e poucos anos

    Vamos falar sobre quando o “amar” apenas machuca

    março 2, 2017

    Tudo bem, estamos vivendo um período de antipatia, sim. Quem demonstra menos, quem é menos vulnerável e essa porra toda. Conflitos desnecessários, discussões vazias, manhas e birras, será que isso é o que se tornou o amor?

    Cadê aquele romance onde o exagero era piegas, mas não ridicularizado, onde dar uma flor, dizer “eu te amo“, querer segurar a mão, não te fazia ser visto e julgado como pretensioso. Acho que chegamos ao fundo do poço. E pior, falo por experiência própria.

    Infelizmente, eu não conheço o amor, pois o que penso conhecer sobre ele, prff, não tem nada a ver com o que me contam. O amor que eu conheço é complicado, é egoísta, é paranóico, é controlador e impulsivo, ele é violento e ignorante… Mas por estranho que pareça, um momento bom compensa inúmeros ruins. 

    Vicioso.

    Não, isso não é amor, isso é abuso. Abusar ou ser abusado, não há como saber exatamente até que algo de fora aponte, pois esse sentimento, esse afeto por alguém, é tão intenso e traiçoeiro, que tu podes estar infligindo mal ou sendo vítima dele, sem saber, sem notar, e quanto mais tempo passa, mais ele te afoga, e tu cria dependência e aquilo… 

    TE FODE!

    Se doar para alguém, é algo lindo. É a máxima da confiança, é apostar em alguém, é estar disposto, mas também é ficar vulnerável. Talvez por isso haja essa treta de quem se abre menos, se expõe menos, pra não se machucar. Mas quando o sentimento é forte, até aqueles 5 minutos que tu se força esperar pra responder no WhatsApp, se tornam uma tortura. Conflitos internos e externos também.

    Eu me doei. Não me arrependo. Não, não sei mesmo se é/foi amor, mas a pessoa sabia disso. Me dispus, sim, faria qualquer coisa, e novamente, ela sabia disso. Mas entre atos e ocorridos, aquilo começou a apenas machucar, e machucar de uma maneira que eu nunca havia sentido. Aquilo estava me destruindo, literalmente.

    A ficha cai quando tu nota que já não toma decisões por ti, já não segue o caminho que acha certo, não usa as palavras que gostaria de dizer, apenas as que ela gostaria de ouvir… E em todos os momentos, tu se sente culpado, mas culpado por tudo. Sentimento filho da puta, que te tortura como se tu desse apenas passos errados, como se todas suas atitudes fossem erradas, e como se apenas tu machucasse. Não! Ambos tem culpa, e tu sabes, mas ainda assim, carrega ela toda para si.

    Não estou dizendo que deves desistir, sumir, chorar… Mas sim reavaliar seus próprios atos e refletir sobre até onde aquilo vai te levar, a insistência que machuca, o sentimento que persiste. Vale a pena? É difícil sair dessa, eu sei, eu não sai, e acho que não irei. 

    Mas é preciso aprender a lidar.

    O que aconteceu com o romance que sonhamos mas evitamos viver? É por medo ou vergonha? Eu sei, é por idiotice, ignorância, pois tu queres saber a verdade?

    O tempo passa, a vida acaba, e a única coisa que me faz lutar para ter o melhor, buscar o melhor, é a ideia de que nosso tempo aqui é muito curto para conhecermos apenas a dor. O dia é hoje, o mundo é maior do que podemos imaginar, e sempre haverá outra pessoa para te tirar do eixo. Viva, exagere, romantize, se apaixone, sim, se apaixone muito, mas lembre-se… Amor? É pra se compartilhar, mas somente quando isso te faz bem, ou então não é amar. Faça o bem, pois ninguém merece sofrer por ti também 😀


    PS:. Arte por @_jinjja

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