Um Gole de Utopia - Um blá blá blá sem leite e biscoito
    Devaneios

    Disasterpiece

    abril 19, 2017

    Nas entrelinhas, pfv.
    https://www.youtube.com/watch?v=TPSenKymLwk

    Um vazio. Absoluto. Cercado por uma tormenta infindável, imensurável, incontrolável, a qual se alimenta dos segundos, dos minutos, das horas, dos dias, com um apetite voraz e impiedoso. Ela massacra, sem pensar duas vezes, de maneira cruel, implacável.

    Tudo o que fica para trás é um gap, momentos de introspecção amargurada, manchada por feridas que nunca se curam, ao contrário, crescem quando se tenta curá-las. É complexo compreender se elas choram ou sangram, é complexo compreender se há algo para ser compreendido.

    E cercando tudo isso, 85 quilos de um pedaço humano, desencorajado com si mesmo, forte o suficiente para encarar a escuridão, e nada mais. Irônico, sim, irônico, pois é a mesma escuridão que o tortura, porém é nessa mesma solidão que ele pode ser quem realmente é, sem máscaras, sem sobrepeles, sem escudos, sem pudores, apenas ele, falho, curioso, frágil e quebrado.

    Consegue ouvir os cacos quando entra no quarto? São pedaços da sua alma, do seu coração, dos seus pensamentos, ele está quebrado. Não vê? Até mesmo a tormenta relampeia e as luzes lhe fogem por falsos sorrisos. Os trovões fantasiam as gargalhas forçadas, é tudo tão nada? Sim. Ele se banha na própria ânsia, cansado de achar motivos para qualquer coisa e temente em não haver motivos para nada.

    “Isso não tem fim” é o que parece, “descole minha pele, abra meus ossos e leve o que quiser” pois não é amor que há dentro dele, apenas pedaços, feridos, cansados, dormentes, gritando para se silenciar, descansar… Queimar.

    Prazer podê sentir por um segundo. Esse segundo foi há pouco e passou. Afogou-se na dicotomia da vida, uma utopia talvez, ou um devaneio perplexo do que sequer sabia se deveria compreender. Tantas reflexões, dúvidas, questionamentos, respostas inúteis.

    Um calafrio. Um movimento por reflexo, e os vidros se quebraram. Outro ruído se sobrepôs, seguido de outro, e outro, e por fim o silêncio.

    A morte o abraçara? Quem dera morrer fosse mais fácil do que viver. Ao menos em suas lembranças restam fragmentos do silêncio que um dia apreciou… E agora? Aguarda para que esse momento se repita.

    Aqui sou um verme encasulado, aqui sou um grito silencioso, aqui sou o amor e o prazer arruinados. Um mero nômade no vale de ninguém, nem de mim mesmo.

    Me foda agora, e torço para que tu deseje viver outro dia.

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